É, amigos. Não está fácil ser o Homem-Promoção. Às vezes rolam umas campanhas simultâneas que vêm me dado problemas. Uma delas é a dos biscoitos Triunfo e Aymoré.
Não sou um homem de biscoitos, mas de vez em quando, compro alguns. E, como está rolando a promoção da Nestlé, é nessa marca que venho investindo quando adquiro uma dessas guloseimas. Mas eis que, de uma hora pra outra, fiquei sabendo das promoções de duas concorrentes. A da Triunfo, vi com “filipeta” no supermercado, com o sertanejo romântico Daniel todo sorridente na foto. A da Aymoré foi difícil. Vi de relance um outdoor falando na promoção, com Claudia Leitte, e fui ao site procurar. Não tinha nada lá na página principal! Só pelo Google é que consegui achar.
As duas marcas fizeram promoções em que eu precisei comprar três biscoitos de cada uma e mandar o código de barras das embalagens. Eu que não sou de comer biscoitos, de repente me vi levando seis embalagens pra casa. Minha mãe desconfiou, claro. Ainda mais com marcas que não são as habituais aqui. Ela até me perguntou por que eu tinha comprado dois Cream Crackers de uma vez e de duas marcas diferentes. Tive que mentir, dizendo que queria fazer umas mudanças na minha vida, a começar pelo tamanho dos Cream Crackers que consumo. Isso porque o da Piraquê é maior que os da Triunfo e da Aymoré, se não me engano. E, devo admitir, não vi diferença na qualidade desses biscoitos em relação às marcas que eu já comprava. Aprovei.
Mas para piorar minha situação, a promoção da Triunfo já estava quase esgotando seu prazo. Tive que consumir os três biscoitos da marca em uma semana. Troquei pão por biscoito no café da manhã, o que considero certo sacrifício. Mas cumpri a missão e mandei a cartinha que em breve será premiada. Também já consumi os da Aymoré e já estou envelopando os códigos de barra. Devo ganhar em breve prêmios como uma casa com carro na garagem (Triunfo) e um certificado de ouro de R$ 85 mil (Aymoré).
É isso, torcedores. Essa é a vida do Homem-Promoção. Enchi a cara de biscoito e fiquei com um pouco de antipatia pelas marcas. Espero que os marketeiros pensem mais nisso e façam como as marcas de preservativos, que não pedem que a gente mande embalagens do produto. Eles sabem que nem sempre conseguimos usar as camisinhas logo, infelizmente, e nos pedem para enviar apenas os códigos por SMS. A verdade é essa. É mais comum comer o biscoito do que molhá-lo.
Definitivamente, o mundo não está preparado para um Homem-Promoção. Talvez os publicitários achem que apenas donas de casa têm tempo e “coração” para entrar nesses concursos. Não concebem a existência de um ser como eu, um homem com convicção, determinação e uma missão árdua: participar do máximo de promoções possíveis e vencer uma quantidade razoável.

OK. Então vou ver no site o que dizem sobre os prêmios. Hummm. Dinheiro! Ou melhor, ouro (que de acordo com Silvio Santos vale mais que dinheiro). Ou melhor, certificados de ouro, que tira toda a graça da coisa. Legal seria ganhar as barras de ouro que aparecem nos anúncios. Aí os promotores do concurso mandariam seguranças acompanharem você até um banco com caixa-forte, na qual você depositaria as barras. Quando quisesse converter o metal em dinheiro vivo, passaria pelo Centro da cidade, deixaria-se abordar pelos entregadores de papeizinhos “compro ouro”, juntaria todos os caras, poria numa van e ia até o banco, onde eles pegariam as barras e deixariam a grana na sua mão. Isso sim é que seria divertido. Papel com certificado de ouro? Nem sei como transformo isso em grana, mas tenho certeza de que não vai ser tão maneiro.
Ando sem tempo para postar freneticamente aqui no blog. Mas vocês acham que isso significa não estar executando minha missão? Estão enganados. A minha maior tarefa não é vir aqui escrever o que tenho feito e entreter vocês, e sim continuar me inscrevendo nas promoções e deixar para trás a dificuldade financeira na qual me encontro. Em breve porei aqui mais relatos. Minha empreitada continua firme e forte, sendo ainda mais estimulada pelas mensagens que recebo por email ou nos comentários dos posts deste blog. Vejam só:

Há alguns dias, entrei numa promoção da Vivo, mandando um SMS para concorrer a um iPhone e um ano de torpedos de graça, como
Meu projeto às vezes requer investimento. E uma das vezes foi esta, em que participei da promoção da Duracell. Pode parecer bobeira, mas para quem está sem grana dói no bolso pagar por essa pilhas em vez de uma marca vagabunda comprada no camelô. “Ah, mas a Duracell dura 8 vezes mais!”. Cara, não duvido disso. A empresa deve se garantir para falar isso e ainda bolar uma promoção em cima dessa afirmação. Mas eu não sou um típico consumidor de coisas boas como as pilhas Duracell, por absoluta falta de grana. Na minha cabeça, Duracell é para quem tem carro e apartamento próprio. Por isso, fiquei meio assim em ter que pagar pela Duracell. E para mostrar que o Homem-Promoção não mente, eis aí na foto principal do post a embalagem provando minha aquisição. Agora concorro a sorteios de 8 home-theaters, 80 Nintendos Wii e 800 MP3 players (reparem que é tudo ligado ao 8, o “infinito de pé”, como diria 
Vocês não sabem o que é para o Homem-Promoção poder participar de uma campanha de um produto que ele sempre compra, independente de prêmios. É uma alegria e uma economia de grana. Fui comprar umas barras de cereias (pego de diversar marcas) e vi que as da Nutry estavam com uma promoção para sortear uma casa, carros, motos e iPods. Na verdade, o prêmio principal é meio merda, porque é uma casa no valor de R$ 50 mil em “zona urbana”. Pra mim, que sou classe média, não seria uma boa. Não consegueria uma boa residência por apenas 50 mil aqui no Rio. Teria que ser um quarto e sala no subúrbio. Mas não é disso que quero falar. Quero fazer um desabafo sobre a propaganda em uma das caixinhas de barras que comprei da Nutry.

Mais uma promoção que me chega através de um torcedor, pelo
Vi na TV o anúncio de uma promoção que me interessou. O prêmio é ir à França para dirigir um F1 da Renault. OK, isso não vai mudar minha vida, não vai me dar grana. A não ser que eu pire na hora, saia com o carro do autódromo correndo, me esconda por umas semanas, dê um jeito de embarcar o carro para o Brasil e leve para uma favela do Rio para vender para traficantes. Não sei o que os bandidos vão querer com um carro de F1, mas se os caras têm até espadas douradas no arsenal, um carro veloz deve interessar também. Nem que seja pra jogar contra os helicópteros da polícia que sobrevoam as comunidades nas ações de repressão ao tráfico.
O problema é que para participar da promoção eu teria que ir a uma loja da Renault e fazer um test-drive. Simples? Não acho. Eu não tenho cara de pau de chegar lá e pedir pra dar uma volta num carro quando está mais do que evidente que não tenho condições de comprar um. Fico constrangido nesse papel. Acho até que os vendedores vão me tratar mal. “Amigo, o test-drive é para quem tá bem a fim de comprar um Renault, e o cupom pra promoção é só uma cortesia, um brindezinho. Não é um test-drive para ganhar cupom. Entendeu, garoto? Vai procurar uma promoção com test-drive para uma Honda Bizz, OK?”. É, não rola pra mim.
A Dell deve ser uma das empresas que mais investem em promoção. Eu já entrava em concursos pra ganhar esses laptops mesmo antes do dia em que tive a brilhante idéia de me tornar o espetacular Homem-Promoção.
Mas logo a Dell me procurou com mais uma promoção. E dessa vez, veio direto no Homem-Promoção, e não na minha identidade secreta. Fui contactado pelo Twitter. Como eu sigo a Dell lá na ferramenta do passarinho dos 140 toques, o perfil da empresa me mandou uma DM (Direct Message, ou “mensagem direta”, para você, pobre imbecil que não conseguiu traduzir) me falando da promoção “Vadiagem Malemolente”. A Dell vai me fornecer um netbook assim que vir minha resposta criativa para a pergunta “Qual a melhor maneira de praticar vadiagem malemolente com um netbook?”.
Valeu aí, torcedores! Graças à divulgação que vocês vem fazendo de minha empreitada, o pessoal ligado profissionalmente a promoções já está me procurando ou citando por aí. É um jogo de sedução, percebo.
Resolvi seguir a dica da minha torcedora
Continuo recebendo mensagens de incentivo de todo o Brasil e, tenho certeza, até mesmo de líderes mundiais que querem permanecer incógnitos e assinam seus emails usando nomes falsos. Agradeço a torcida.
É, essa coisa de promoção devem mesmo funcionar pras marcas. Não é à toa que o pessoal do marketing inventa de sortear carro pra galera. Veja o concurso que vou ganhar da Petybon…
Sim, sou ignorante para massa. Só quando fui escolher os dois produtos pra comprar é que soube da variedade de nome de macarrões. Tá certo que eu já fui a restaurantes italianos e percebi que penne e talharim nada mais são que macarrões de formatos diferentes. Aliás, nunca peço macarrão quando vou comer fora. Me acho enganado sendo cobrado por algo que posso fazer em casa com um genérico. Como posso pagar mais de 20 reais num restaurante italiano por um macarrão, seja qual for o formato? Ora, Miojo eu faço em casa e custa menos de 1 real!
Começo a seguir as dicas dos meus torcedores. O Felipe Kusnitzki me mandou uma menagem pelo
Se eu vender o aparelho que certamente vou ganhar, posso levar uma grana, comprar umas coisinhas pra mim e guardar um pouco para investir em novas promoções. Não sei se vou ficar com o tal do Blu-Ray, porque tenho um pé atrás com essas tecnologias muito caras, que nem sempre são as que ficam pra contar história, mesmo sendo as melhores. Tá certo que com ele eu poderia ver também DVD-Rs que queimo com as séries que baixo (Lost, Californication, Flight of the Conchords, True Blood etc), que meu DVD player velho não toca. Mas se eu começar a comprar discos de Blu-Ray e essa parada não pegar, como o Laser Disc? Eu eu acho esse nome meio pretencioso. Raio Azul? Me lebra a fase fracassada do Super-Homem azul, versão remédio pra caspa.
O Homem-Promoção caminha para ser um herói do povo. Já recebi inúmeros apoios no